Fitoterápicos

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O consumo de remédios à base de ervas e plantas medicinais é prática comum para cerca de 80% da população mundial, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

          Introdução à Fitoterapia

Os medicamentos fitoterápicos possuem uma longa tradição em países de todo o mundo. O mercado mundial de fitoterápicos movimenta cerca de 50 bilhões de dólares anuais, sendo cerca de 3 bilhões somente na Alemanha, país que possui a mais desenvolvida indústria de remédios à base de vegetais, seguido pela França e Itália.

A Fitoterapia usa plantas como remédios para restabelecer a saúde. Muitas drogas convencionais vêm de extratos vegetais, mas a diferença entre os remédios convencionais e os naturais é que os fitoterapeutas acreditam que a planta como um todo produz um remédio mais balanceado que os extratos refinados. A fitoterapia é a mais antiga terapia complementar. Na Pré-História, quando as pessoas caçavam e coletavam plantas, mal se distinguiam remédios de alimentos. As plantas disponíveis eram colhidas para suprir as necessidades. Algumas repetiam-se dia após dia, como, por exemplo, a de energia, carboidratos e proteínas. Outras, como de anti-séptico para ferimentos ou adstringente contra diarréias, só se manifestavam esporadicamente. À medida que a civilização se desenvolveu, as plantas necessárias para o cotidiano passaram a ser cultivadas. O conhecimento das plantas com a caracteristica eventual de “curar e restaurar o equilibrio” transmitiu-se entre certas pessoas ou famílias. Assim, surgiram feiticeiras, curandeiros, xamãs e, por fim, fitoterapeutas e médicos. Dotadas desse conhecimento, essas pessoas praticavam suas habilidades em ocasiões de necessidade. A fitoterapia sempre se dividiu em duas áreas a dos remédios caseiros, indicados para osprimeiros socorros, para o tratamento de casos menos importantes e das pessoas doentes em casa com os recursos à mão; e a dos remédios profissionais, mais especializados, que geralmente utilizam ervas mais fortes e raras e requerem conhecimento específico para diagnóstico e tratamento. Diversas evidências documentam o uso das ervas ao longo da história. Os “homens do gelo” da Idade da Pedra, encontrados congelados nos Alpes austriacos anos atrás, levavam consigo umKit de primeiros socorros com dois pedaços de fungo do vidoeiro. Este ainda hoje é usado para estancar hemorragias e desinfetar ferimentos. Santa Hildegarda, madre superiora de um convento suíço no século XI, conhecia seis diferentes tipos de fungos medicinais e mantinha uma horta de ervas terapêuticas, que incluía até ervas das Índias. Pessoas doentes iam procurá-Ia para obter ervas raras ou receber tratamento especializado. O tratamento doméstico alcançou seu ponto alto com as senhoras feudais da Inglaterra nosséculos XVII E XVIII. No interior do feudo, vivia uma comunidade fechada de umas 100 pessoas. Suas necessidades eram supridas pelo que conseguiam produzir, com o eventual acréscimo de produtos exóticos como o açúcar e a uva passa. As senhoras mantinham receitas em “livros de despensa”, que incluíram cura de ferirnentos e febres, métodos de tingimento, para fazer sabão e para a conserva de frutas. Os remédios eram parte da vida cotidiana. Os médicos só eram chamados em caso de extrema necessidade. Um médico bem conhecido foi John Ha1l, casado com a filha de WiIliam Shakespeare, que ficou famoso pela cura do escorbuto com suco de agrião fresco, entre outras ervas. Grandes tratados sobre ervas foram escritos 300 anos atrás, por pesquisadores como Culpeper, Gerard, Coles e Turner, e são úteis até hoje. As ervas funcionam, embora grande parte do mecanismo de cura das plantas não tenha sido pesquisado. A ciência moderna vem comprovando práticas naturais tradicionais, como colocar pão mofado em ferirnentos (a primitiva penicilina), ou beber urina de égua contra a infertilidade (hoje, alguns produtos da terapia de reposição de hormônios são feitos a partir da urina de égua). Tradição, a experiência pessoal, uma mente aberta e o bom senso constituem um guia para o fitoterapeuta doméstico. Há um vasto campo em que as plantas podem ser usadas, não como alimento ou remédio, mas num plano intermediário, como tônico fortificante e preventivo para manter o bem-estar.

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Os medicamentos fitoterápicos podem ser encontrados sob as seguintes formas farmacêuticas, atendendo assim às necessidades individuais de cada consumidor:
Cápsulas Gelatinosas Duras: Preparações constituídas por invólucros gelatinosos ocos, compostos por 2 partes cilíndricas e arredondadas nos extremos. A parte mais comprida serve para acondicionar as substâncias medicamentosas (extrato ou pó da planta) e a outra atua como uma espécie de tampa na qual se encaixa a primeira a custa de ação mecânica. 
Cápsulas Gelatinosas Moles: São constituídas por invólucros de gelatina em cuja massa se incluíram substâncias emolientes, como por exemplo a glicerina. A parte interna acondiciona as substâncias medicamentosas (extrato da planta).
Comprimidos: São feitos pela compressão de material em pó ou granulado. Além dos ingredientes ativos, os comprimidos contêm diluentes, corantes e agentes aromatizantes. Tinturas: para se obter uma tintura, utiliza-se a ação solvente do álcool sobre plantas secas. Depois de filtradas, as tinturas conservam seu poder por muitos anos e são usadas puras ou diluídas, interna ou externamente.

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Indicador de Ervas Medicinais:

ALFAZEMA (Lavandula officinalis)
Parte utilizada: Sumidades floridas Uso Terapêutico: Calmante, vertigens, analgésica, asma, rinite, enxaqueca, gases intestinais

BAN CHÁ (Thea sinensis) 
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Digestivo e diurético.

CARQUEJA (Baccharis genistelloides)
Parte utilizada: Parte aérea
Uso Terapêutico: Tônica, diurético, depurativa, anemia, colesterol e diabetes

DAMIANA (Turnera diffusa)
Parte utilizada:
Folha Uso Terapêutico: Expectorante e incontinência urinária.

EMBAÚBA (Cecropia hololeuca)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Diabetes, bronquite, tosse, antiespasmódico, vermífugo

GUACO (Mikania glomerata)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Expectorante, tosse, bronquite, resfriados, inflamações de garganta.

HAMAMÉLIS (Hamamelis virginiana)
Parte utilizada: Casca
Uso Terapêutico: Circulação deficiente, varizes e hematomas.

JURUBEBA (Solanum paniculatum)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Icterícia, hepatite, anemia, afecções de fígado e inflamação do baço.

LÚPULO (Humulus lupulus)
Parte utilizada: Flor
Uso Terapêutico: Antiúlcera, calmante, insônia crônica, ansiedade, taquicardia.

MALVA (Sida cordifolia)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Inflamações da pele, boca e problemas respiratórios.

NOGUEIRA (Juglans regia)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Bexiga, inflamações de útero e ovários.

PFÁFFIA (Pfaffia paniculata)
Parte utilizada: Raiz
Uso Terapêutico: Energético físico e mental, icterícia.

QUEBRA PEDRA (Phyllanthus niruri)
Parte utilizada: Parte aérea
Uso Terapêutico: Afecções das vias urinarias, cálculos renais, hepatite do tipo “B”.

ROSA BRANCA (Rosa centifolia)
Parte utilizada: Pétala
Uso Terapêutico: Inflamações uterinas, rins, laxante suave

SÁLVIA (Salvia officinalis)
Parte utilizada: Folha
Uso Terapêutico: Tônico geral, digestivo, debilidade nervosa.

URTIGA (Urtica dioica)
Parte utilizada: Casca e lenho
Uso Terapêutico: Depurativo sangüíneo, feridas e úlcera.

VALERIANA (Valeriana officinalis)
Parte utilizada: Raiz e rizoma
Uso Terapêutico: Sedativa, histeria, insônia crônica, estresse.

ZEDOÁRIA (Curcuma zedoaria)
Parte utilizada: Rizoma
Uso Terapêutico: Estimulante, gases, mau hálito, diminui colesterol.

Fonte: Farmácia Raízes

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